COLETA DE SANGUE PARA ANEMIA INFECCIOSA EQUINA E MORMO

      Para entender um pouco melhor a importância deste serviço, apresentamos o texto a seguir explicando os principais aspectos sobre estas duas tão importantes e que vêm causando sérios problemas econômicos no mercado equestre atualmente: 

    O mormo é uma doença altamente contagiosa que acomete principalmente os equídeos (equinos, muares e asininos), mas pode infectar também o homem e diversos animais como cães, macacos e pequenos ruminantes (caprinos e ovinos). Está presente em vários países do continente asiático, do oriente médio e alguns do continente americano, dentre eles o Brasil. O agente causador caracteriza-se por uma bactéria denominada Burkholderia mallei, a qual é transmitida principalmente pela ingestão de água e alimentos contaminados com secreções do trato respiratório, exsudato (líquido inflamatório) das lesões cutâneas (de pele) dos animais doentes e também por via aerógena (inalatória).

 

    A doença pode se manifestar de forma aguda, observando-se sintomas como febre alta, diminuição de apetite, tosse, dificuldade respiratória e secreção nasal. Nos casos de doença crônica, esta pode manifestar-se de 3 formas que ocorrem de maneira isolada ou concomitante.

- Forma respiratória: dificuldade respiratória, respiração ruidosa, secreção nasal com episódios frequentes de sangramento, nódulos na cavidade nasal que evoluem para úlceras e que após a cicatrização apresentam formato de estrela.

- Forma cutânea: nódulos e abscessos que podem drenar conteúdo purulento, aumento de volume e úlceras nas articulações principalmente dos membros pélvicos e em animais machos orquite (inflamação testicular).

 

- Forma linfática: aumento dos linfonodos e presença de nódulos no trajeto dos vasos linfáticos superficiais que podem drenar secreção purulenta e que após cicatrizados adquirem formato de colar de pérolas.

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Animal infectado pelo mormo, apresentando a fase respiratória da doença

       É importante salientar que alguns animais, principalmente os equinos, podem apresentar-se como portadores assintomáticos, sendo caracterizados como importante fonte de infecção para outros animais.

      O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da instrução normativa nº 24 da Secretaria da Defesa Agropecuária determina que o diagnóstico sorológico para Mormo seja o teste de Fixação de Complemento, sendo que a amostra para esta avaliação deve ser coletada por médico veterinário oficial ou cadastrado e enviada a laboratório oficial ou credenciado pelo MAPA. Nos casos de resultado positivo ainda realiza-se uma contraprova com o teste da maleína.

      Já a anemia infecciosa equina (AIE) é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus (família Retroviridae) muito semelhante ao HIV. A doença atualmente apresenta distribuição mundial e infelizmente é comum a ocorrência de casos no Brasil.

  A transmissão da doença ocorre principalmente através de insetos hematófagos como, por exemplo, a mosca dos estábulos (Stomoxys Calcitrans) e mosca do cavalo (Tabanus sp.) porém outras formas como a reutilização de materiais descartáveis, transplacentária (da mãe para o feto) e via colostro já foram relatadas.

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Tabanus sp.

Stomoxys Calcitrans

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     A doença pode ser dividida em duas fases, sendo a primeira delas a fase aguda onde o animal apresenta sintomas como anemia, febre alta, taquipneia (aumento da frequência respiratória), perda de peso, prostração e em alguns casos óbito. Já a segunda fase é caracterizada como crônica e tem os sinais semelhantes aos da fase aguda, porém em menor gravidade.

 A maioria dos animais pode ainda apresentar-se assintomática, mas ainda assim com potencial para a transmissão da doença.

Animal em estágio avançado da doença, apresentando caquexia.

       O método de diagnóstico recomendado pelo MAPA, através da Instrução Normativa nº 45 de 15 de Junho de 2004, é o teste de imunodifusão em ágar gel que por sua vez só pode ser realizado em laboratórios credenciados pelo mesmo.

       Infelizmente ainda não há tratamento reconhecido e efetivo para o Mormo e a AIE e, portanto, os animais comprovadamente positivos para ambas as doença devem ser sacrificados, além do que as propriedades que apresentarem casos positivos sofrem diversas sanções e prejuízos sendo o principal deles a interdição e proibição de trânsito de animais até que a propriedade apresente resultado negativo de todos os animais com intervalo de 45 e 90 dias para o mormo e 30 e 60 dias para AIE.

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Fiscal do MAPA realizando coleta de sangue para controle de mormo

      Como prevenção e controle, dentre outras recomendações, é obrigatório que todo equídeo que seja transportado (trânsito interestadual ou trânsito intraestadual de acordo com legislação de cada estado) ou que participe de evento hípico apresente exame negativo para mormo e AIE. Por esta e outras razões é fundamental que os proprietários de equídeos possuam assistência veterinária para que sejam diminuídos os riscos de transmissão para ambas as doenças.

      Os profissionais da Eqquality são devidamente cadastrados junto ao MAPA e portanto estão aptos e autorizados a realizar a coleta de amostras para exame de mormo e AIE. Vale destacar que além da coleta, armazenamento e envio adequado da amostra de sangue, deve-se também preencher e enviar junto da amostra, uma requisição específica para cada exame, a qual é devidamente assinada pelo médico veterinário responsável.

 

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