CASTRAÇÃO

     A orquiectmia, ou simplesmente castração, é um procedimento muito realizado em equinos e relativamente simples e por este motivo é comumente realizado a campo. O principal motivo pelo qual os proprietários desejam castrar seus animais é de facilitar o manejo quando não se deseja utilizá-los como reprodutores, porém o procedimento possui outras indicações tais como: prevenir e tratar doenças testiculares e manter características morfológicas desejáveis, dependendo da raça da utilização dos animais.

 

   A castração na maioria das vezes é realizada na propriedade com o animal em pé, com uso apenas de sedação e anestesia local. Os cuidados pré-operatórios são jejum alimentar de no mínimo 6 horas e limpeza do local onde será realizado o procedimento e antissepsia rigorosa da bolsa escrotal, virilha e face interna das coxas, além da medicação pré-operatória (Anti-inflamatório, antibiótico e soro antitetânico). Os cuidados pós-operatórios são: administrar corretamente a medicação pós-cirúrgica (anti-inflamatório e antibiótico); manter o animal solto o maior tempo possível, ou fazer caminhadas com o animal puxado pelo cabresto; realizar ducha com água gelada e sob pressão na região operada, duas ou três vezes por dia; e realizar completa limpeza das feridas cirúrgicas, por duas ou três vezes ao dia. Recomenda-se não utilizar o animal durante o período de cicatrização que em condições ideais demora de 15 a 20 dias.

 

  Apesar de ser uma técnica relativamente simples apresenta uma série de possíveis complicações, principalmente quando o procedimento é realizado por práticos e não por um  médico veterinário.

 

    A primeira complicação, que ocorre no momento do procedimento ou poucas horas após o seu término, é a perda de sangue. O testículo é irrigado por grandes vasos e recebe um enorme fluxo de sangue, o insucesso em impedir ou controlar esta hemorragia pode levar o cavalo a morte em poucas horas. A melhor maneira de prevenir a hemorragia é a utilização de um instrumento cirúrgico específico (emasculador) que esmaga os vasos sanguíneos antes da retirada dos testículos.

 

   Outra complicação imediata, esta bem mais incomum é a evisceração, ou seja, a saída de alças intestinais através da ferida da castração. A evisceração pode ocorrer em animais com o canal inguinal excessivamente largo. A melhor forma de prevenção é uma adaptação da técnica cirúrgica, mas que exige anestesia geral ou dissociativa.

    A mais comum das complicações é a funiculite, ou seja, a inflamação e/ou infecção do cordão espermático. A funiculite pode ser causada por vários fatores como, manipulação excessiva no ato cirúrgico, utilização de material inadequado ou contaminado, administração inadequada da medicação pós-cirúrgica e, principalmente, ausência ou ineficiência da limpeza da ferida cirúrgica. Somente o médico veterinário é capacitado pra realizar a técnica cirúrgica adequada bem como orientar corretamente os cuidados pós-operatórios e assim evitar esta complicação. Em alguns casos o tratamento clínico da funiculite não é suficiente para resolver o problema e o animal precisa ser submetido a uma nova cirurgia, muito mais invasiva do que a própria castração, aumentando os riscos para o animal e os custos para o proprietário.

 

Rua Potiguares, 265 - 2º Andar
Natalia (11) 99217-8701 | Murillo (11) 99349-7801
eqqualitycce@gmail.com
  • Cinza ícone do YouTube
  • Instagram Social Icon

© 2016 por Eqquality Clínica e Cirurgia de Equinos. Todos os direitos reservados. Orgulhosamente criado com Wix.com