A rodococcose é a doença respiratória mais comum dos potros até um ano de idade. É causada por uma bactéria chamada Rhodococcus equi, e causa uma pneumonia de difícil tratamento e que geralmente deixa sequelas.

      A bactéria está presente nas fezes de animais sadios e é altamente resistente quando livre no ambiente. O fato de os potros terem o hábito de ingerir as fezes da mãe permite a transmissão do microorganismo. Os potros tem uma fase de baixa imunidade devido a queda da concentração de anticorpos maternos (adquiridos através da ingestão do colostro), e a produção de anticorpos próprios ainda insuficiente. É justamente nesta fase, ocorrida entre  três semanas e cinco meses de vida, que os potros estão mais predispostos a se infectarem e desenvolverem a doença.

    A forma mais comum da doença é a pneumonia, com formação de grandes abscessos (estrutruras capsuladas que acumulam pus) pulmonares porém, pode  ocorrer a formação de abscessos abdominais e poliartite (infecção de várias articulações simultaneamente).

      Os primeiros sinais da doença são perda de apetite, febre e apatia, mas conforme o avanço da doença o animal desenvolve dificuldade respiratória que sem tratamento pode levar a morte.

       O diagnóstico se dá pelo histórico de casos anteriores na propriedade e pelas alterações na auscultação torácica. A confirmação definitiva é realizada por cultura e identificação do agente a partir de lavado traqueal ou material colhido de abscesso. O exame radiográfico e ultrassonográfico do tórax é importante para mapear os abscessos, o que permite avaliar a gravidade da infecção e a evolução do quadro no decorrer do tratamento. A ultrassonografia é indicada também  para investigar a presença de abscessos abdominais.

       O tratamento exige o uso de uma combinação de antibióticos que tem grande dificuldade de penetrar os abscessos, assim como as células de defesa do organimo. São utlizados anti-inflamatórios para promover maior conforto ao paciente. Muitas vezes a inalação se faz necessária para melhorar a dificuldade respiratória e manter os níveis de oxigênio no sangue em níveis seguros.

     O tratamento tardio ou ineficiente permite o avanço do processo infeccioso, piorando a condição respiratória e aumentando as chances de septicemia (infecção generalizada) e reduzindo muito a chance de sobrevida.

    Os métodos de prevenção são: evitar a superpopulação nos piquetes das éguas de cria,recolhimento frequente das fezes nestes piquetes, garantir o consumo adequado de colostro e a vacinação das fêmeas no último mês de gestação.

RODOCOCCOSE

 

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