TENDINITES E DESMITES

INTRODUÇÃO

A tendinite é uma causa importante de claudicação e desempenho diminuído em atletas equinos devido à sua alta incidência, período de recuperação prolongado, e alta taxa de recorrência. (CARVALHO, A.M.)

Lesões nos tendões e ligamentos são comuns em todos os cavalos atletas e representam significativas questões econômicas e de bem-estar animal. Essas lesões são as principais causa de morbidade e aposentadoria prematura de cavalos de todas as modalidades esportivas.

A maioria das lesões tendíneas e ligamentares é categorizada como lesões por uso excessivo, especialmente em cavalos de corrida onde os tendões estão operando próximo de seus limites funcionais. Os tendões e ligamentos são tecidos altamente organizados que dependem da força e estrutura da matriz extracelular (MEC) para funcionar e portanto, sobrecarregá-los pode levar a danos físicos e até sua degeneração.

Embora os tendões e ligamentos possuam a capacidade de curar espontaneamente com o tempo, o tecido cicatricial que preenche as lesões é de qualidade biomecanicamente inferior, levando a altas taxas de re-lesão e consequente recorrência de claudicação.

 

ETIOLOGIA

A principal teoria sobre a etiologia dessas lesões é a sobrecarga mecânica, que afeta a integridade dos componentes das fibras nos tendões e ligamentos, podendo causar a ruptura ou degeneração dessas estruturas, mas a tendinopatia também pode ser causada por um único trauma percutâneo externo, como por exemplo, um coice.

 

PATOGENIA

Tendão flexor digital superficial, tendão flexor digital profundo são os componentes anatômicos mais frequentemente afetados por lesões tenodérmicas em cavalos.

Os tendões são derivados de células mesenquimais embrionárias. Um tendão original é composto principalmente de colágeno tipo I. Uma lesão tendínea é produzida quando sobrecarga mecânica é aplicada por alongamento além da capacidade total do tendão ou quando há fadiga crônica dessa estrutura ou da unidade músculo-tendíneo por exercícios vigorosos realizados.

A ruptura das fibras de colágeno é geralmente consequência de sobrecarga mecânica ou fadiga tendinosa crônica.

A maioria das lesões relacionadas ao exercício são adquiridas por microdanos cumulativos causados ​​por alta tensão em locomoção em alta velocidade. O aumento na prevalência de afecções do tendão flexor digital superficial relacionado com a idade é associado também ao acúmulo de microdanos que ocorre durante o exercício.

Uma descoloração da região central do tendão é observada patologicamente sendo característica da degeneração do tendão flexor digital superficial. Além disso, a necrose tendínea e a formação de um coágulo de fibrina poderia causar um distúrbio na cicatrização.

O processo de cicatrização do tendão é dividido principalmente em três fases que se fundem entre si: fase inflamatória aguda (<10-14 dias), caracterizada por fagocitose do tecido do tendão rompido e demarcação do tecido tendinoso lesionado. Um calo fibroproliferativo é formado durante a fase proliferativa (4-45 dias), enquanto as fibrilas de colágeno são organizadas em feixes de tendões durante a remodelação (45-120 dias; <3 meses).

Um parâmetro crítico para determinar o sucesso do tratamento da tendinopatia é a funcionalidade, que pode ser caracterizada pela avaliação da claudicação, taxa de recorrência a longo prazo e testes biomecânicos.

 

SINAIS CLÍNICOS

É necessária especial atenção à forma como o cavalo se move. De preferência este deve ser observado ao início do dia após período de repouso. A saída do cavalo da baia também deve ser observada de forma a ser avaliada a sua amplitude de marcha/trote e elasticidade, assim como o movimento de volta. Deve depois realizar-se o exame estático, onde a palpação da área afetada, o exame de cascos e as flexões passivas são efetuadas. Na presença de uma tendinite o cavalo pode apresentar como sinais clínicos dor, calor, edema e distensão. De seguida o cavalo deve então ser movido à mão, e todos os testes dinâmicos devem ser realizados. (Benoit & Mitchell, 2006).

Geralmente o animal que sofre de tendinite apresenta claudicação sendo o seu grau e intensidade variável conforme o tipo de trauma desencadeado, o peso do cavalo, o tipo de trabalho que este efetua e a fase de evolução da lesão, que pode ser aguda ou crônica (Thomassian, 2005). Os sinais clínicos das tendinites podem variar de forma considerável e dependem da localização da lesão primária, do tipo, da gravidade e da evolução da mesma (Mikail & Pedro, 2005).

As lesões agudas são geralmente graves e apresentam sinais clássicos como aumento de volume, de temperatura local, presença de edema e claudicação, enquanto o estado crônico da lesão manifesta-se por fibrose e aumento de volume da face palmar. As tendinites ocorrem na maior parte dos casos nos membros anteriores e nos tendões flexores, e por consequência a inflamação está presente na face palmar do metacarpo (Mikail & Pedro, 2005).

O grau de claudicação pode ser classificado segundo a American Association of Equine Practitioners (AAEP), em uma escala de 0 a 5, sendo grau zero a ausência de claudicação e o grau 5 caracterizado pela impotência em apoiar o membro. As tendinites podem apresentar, a depender da gravidade e tempo de evolução da lesão, todos os graus de claudicação.

 

DIAGNÓSTICO

De acordo com Stashak (2002) deve ser realizado um exame visual cuidadoso com o cavalo em repouso, primeiramente à distância e só depois de perto, observando-se o cavalo de todos os ângulos, sendo que à distância, além da conformação, devem ser notadas as alterações na postura, distribuição de peso e a posição dos membros de forma a perceber quaisquer alterações no seu comportamento ou postura que não só sejam indicativos de claudicação, mas que possam também ajudar a perceber em que região de que membro pode estar o problema (Stashak, 2002).

Depois do exame visual segue-se o exame estático, onde a palpação deve ser realizada como primeiro passo, de forma a detectar qualquer zona com aumento de temperatura, de sensibilidade e a eventual presença de aderências aos tecidos adjacentes. Inicialmente com o membro em apoio, e posteriormente com o membro semi-flexionado e elevado, levando a que os tendões flexores não apresentem tensão e sejam mais facilmente palpáveis. É também fundamental identificar através dos movimentos de flexão do membro o deslizamento entre os tendões flexores superficial e profundo, bem como a presença de aderências ou fibrose (Mikail & Pedro, 2005), pois caso haja lesão, pode não ser possível separá-los devido à presença de aderências ou ao espessamento destas estruturas, como ocorre nos casos de tendinite ou de tenossinovite (Kainer, 2002). Os tendões extensores devem ser igualmente palpados para pesquisa de aderências indicativas de traumatismos e/ou lacerações.

As técnicas mais aplicadas atualmete para o diagnóstico das tendinites e demites são: bloqueio perineural, ultrassonografia e termografia. O bloqueio perineural é feito através da dessensibilização de uma determinada região do membro do animal com o uso de anestésicos locais, que fazem um bloqueio reversível na condução de impulsos nervosos na área aplicada, fazendo com que o animal pare de claudicar ao ser feito onde há lesão. O procedimento deve ser feito primeiro na porção distal do membro e ir em direção às porções mais proximais para que seja possível diagnosticar a região afetada (SILVA, 2009).

O exame ultrassonográfico permite identificar não só a presença de lesão como também a sua localização e o grau de severidade, através de uma avaliação quantitativa (quanto ao tamanho ocupado pela lesão longitudinalmente e transversalmente) e qualitativa (pelo grau de ecogenicidade e paralelismo) da lesão (MIKAIL, 2008). A ultrassonografia possui vantagens na avaliação da lesão tendínea por ser um método não invasivo e possibilitar a avaliação estrutural mais precisa, complementando o exame físico (YAMADA et al., 2009).

A manifestação ultrassonográfica de lesões agudas se caracteriza por alargamento, hipoecogenicidade focal ou generalizada, redução do padrão estriado nas imagens longitudinais e mudanças na forma e margem, enquanto que as lesões crônicas tem o aumento de ecogenicidade variável (frequentemente heterogêneo) e um padrão estriado irregular indicando áreas de fibrose (DAVIS e SMITH, 2006).

A termografia pode ser utilizada na detecção precoce de tendinite e consequentemente a possibilidade de diminuir o impacto de uma lesão no desempenho desportivo do animal (FREIRE, 2015). Baseia-se no princípio de que todos os objetos emitem uma radiação infra vermelha caraterística em função da temperatura a que se encontram (Kastberger & Stachi, 2003).

A vascularização e a irrigação sanguínea são as bases de representação da termografia. Áreas com maior metabolismo apresentam uma temperatura mais elevada que as áreas com menor atividade (Redaelli et al., 2014). A inflamação leva a um aumento de irrigação sanguínea e consequentemente a um aumento da temperatura do local, ao passo que a degeneração, a atividade muscular reduzida e má perfusão podem causar uma diminuição da temperatura (Hildebrandt, Raschner & Ammer, 2010).

 

TRATAMENTO

O objetivo terapêutico para equinos com tendinite é retornar o cavalo ao seu nível atlético anterior e evitar a reinjúria. Reabilitação tem sido um dos pilares de terapia após lesões de tendões e ligamentos.

Terapia com células-tronco, plasma rico em plaquetas (PRP) e soro ou plasma autólogo condicionado são os principais produtos ortobiológicos atualmente usados em lesões musculoesqueléticas equinas, embora a terapia com fatores de crescimento e amnion são ocasionalmente usados. Todas essas terapias ortobiológicas injetáveis podem ser usadas no tratamento da tendinite digital superficial flexora (SDF), suspensória proximal e vários outros tendões e ligamentos.

Tendinite aguda, subaguda ou crônica com áreas hipoecoicas no exame ultrassonográfico são passíveis de injeção intralesional.

Através de mecanismos ligeiramente diferentes, as terapias mencionadas anteriormente funcionam para modular o processo inflamatório e regular o reparo tecidual. Combinado com reabilitação controlada, a medicina regenerativa tornou-se uma importante opção de tratamento para cavalos com lesões de tendões e ligamentos. O objetivo da medicina regenerativa é restaurar a estrutura e a função normal de tecidos lesionados.

O plasma rico em plaquetas (PRP) é definido como um volume de plasma com uma contagem de plaquetas superior à do sangue. O efeito terapêutico do PRP é em grande parte causado pela degranulaçãode plaquetas que leva à liberação de um meio de fatores de crescimento incluindo fator de crescimento de fibroblastos, fator de crescimento endotelial vascular e fator de crescimento epidérmico, que modulam a cicatrização como resposta em tecidos danificados.O PRP promove o tratamento aumentando a migração celular, proliferação e diferenciação, melhorando a síntese de matriz e estimulando a angiogênese. Vários experimentos equinos e estudos clínicos descobriram que lesões de tendões e ligamentos tratados com PRP melhoraram sua força e elasticidade e que as taxas de reincidência são diminuídas.

Células-tronco, ou células progenitoras, são células indiferenciadas capazes de auto-regeneração e são capazes de se diferenciar em diferentes tipos de células. Células-tronco mesenquimais (MSCs) são mais comumente usadas ​​no tratamento de lesões tendíneas e ligamentares no cavalo. São células multipotentes (capazes de se diferenciar em várias células intimamente relacionadas) derivadas do mesoderma que são capazes de diferenciar-se em osso, cartilagem, tecido adiposo, tendão e vários outros tipos de tecidos.

Soro autólogo condicionado é preparado a partir de sangue total autólogo colhido estericamente. Embora este produto tenha sido usado clinicamente em tendinite do tendão flexor digital superficial e desmite suspensiva proximal com relativo sucesso, no momento não foram realizados estudos controlados e específicos sobre a cicatrização de tendões e ligamentos com esse método de terapia.

Embora os ortobiológicos possam auxiliar na cicatrização de tendões e ligamentos, a reabilitação e um programa de exercícios de convalescença continua a ser primordial para o sucesso de qualquer tratamento. Na fase aguda das lesões tendíneas e ligamentares, o objetivo deve ser reduzir inflamação e limitar a ação de enzimas proteolíticas na matriz extracelular remanescente. O exercício restrito é absolutamente necessário nas fases aguda e subaguda da cicatrização.

Crioterapia é eficaz na diminuição do inchaço, necrose celular secundária, inflamação e dor. A temperatura do tecido deve ser mantida entre 10 ° C e 19 ° C por 15 a 20 minutos duas a quatro vezes ao dia para otimizar os efeitos terapêuticos.

Anti-inflamatórios não esteroidais são medicamentos administrados para diminuir a inflamação e dor. A terapia medicamentosa tem se mostrado eficiente no tratamento da tendinite utilizando-se anti-inflamatórios, esteroidal ou não esteroidal, sistêmicos e locais (MAIA, 2008), contudo não garante uma reparação tendínea adequada. Na terapia tópica são utilizados medicamentos que contém dimetilsufóxido (DMSO) que reduz o edema, radicais livres e ainda promove a vasodilatação (McILWRAITH, 2006). Entre os AINES, a fenilbutazona é bastante utilizada devido a latência curta (McILWRAITH, 2006).

Repetir exame ultrassonográfico 30 a 60 dias após a lesão e a cada 2 a 3 meses depois disso. Outras modalidades que muitas vezes são incorporadas na reabilitação dos tendões e ligamentos, incluem terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT), ultrassom terapêutico, laserterapia e terapia eletromagnética pulsada.

O uso de terapia por ondas de choque extracorpóreas, casqueamento e ferrageamento terapêuticos, programas de exercícios controlados, hidroterapia, fisioterapia, bandagens de kinesioterapia e bandagens de suporte são exemplos de procedimentos não invasivos e complementares à todas as formas de terapia descritas anteriormente.

 

PROGNÓSTICO

O prognóstico geralmente depende da gravidade do dano tecidual e da extensão que a lesão prejudicou a função normal da estrutura, quanto da precocidade e efetividade do tratamento

 

AUTORIA
Heloysa da Silva Chedid - Graduanda em Medicina Veterinária - UNIP - SP


Murillo Martinez Matheus - Mestrando em Cirurgia Veterinária - FMVZ - USP

PARA SABER MAIS A RESPEITO

Devida a grande importância de o profissional médico veterinário saber identificar este e outros tipos de lesão do aparelho locomotor a Eqquality criou um curso específico para a prática de todas as etapas de um bom exame desse sistema. Para quem deseja aprender mais sobre o assunto, venha fazer este novo curso. Mais informações no link:

https://www.eqqualitycce.com/product-page/te%C3%B3rico-pr%C3%A1tico-de-exame-do-aparelho-locomotor

REFERÊNCIAS

DAVIS, C.S.; SMITH, R.K.W. Diagnosis and management of tendon and ligament disorders. In: AUER, Jörg A.; STICK, Jonh A. Equine Surgery. 3ed. Missouri: Saunders Elsevier. p. 1086-1111, 2006.

DROST, T. W. Física básica do ultrassom. In: TRALL, D. E. Diagnóstico de radiologia veterinária. 5ed. Rio de Janeiro: Elsevier. p. 38- 49, 2010.

FREIRE, B. F.C. Utilização da Termografia em Cavalos com Claudicação. Universidade de Lisboa – Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa, 2015.

GEBUREK, F.; GAUS, M.; SCHIE, H.T.M.; ROHN, K.; STADLER, P.M. Effect of intralesional platelet-rich plasma (PRP) treatment on clinical and ultrasonographic parameters in equine naturally occurring superficial digital flexor tendinopathies – a randomized prospective controlled clinical trial. BMC Veterinary Research, 2016.

GUTIÉRREZ, A.F.B.; LÓPEZ, C.; CARMONA, J.U. Regenerative therapies for the treatment of tenodesmic injuries in horses. Journal of Equine Veterinary Science, Dezembro, 2018.

Hildebrandt, C., Raschner, C. & Ammer, K. An Overview of Recent Application of Medical Infrared Thermography in Sports Medicine in Austria. Sensors. pp.4700-4715, 2010.

Kastberger, G. & Stachi R. Infrared imaging technology and biological applications. Behaviour Research Methods. Vol. 35, pp.429–439, 2003.

MACHADO, E.C.; CAMPEBELL, R.C. TENDINITE DO FLEXOR DIGITAL SUPERFICIAL EM EQUINOS: Tratamento com plasma rico em plaquetas. REVET - Revista Científica de Medicina Veterinária – FACIPLAC. Brasília - DF, v.2, n. 1, Dez., 2015.

MAIA, L. Plasma rico em plaquetas no tratamento de tendinite em equinos: avaliação clínica, ultra-sonográfica e histopatológica. 2008. 78p. Dissertação (Pós-graduação em Medicina Veterinária) - Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, 2008.

MAZZANTE, N.M.G.; FOGAÇA, J.L.; MACHADO,V.M.V. Diagnóstico da Tendinite por Ultrassonografia em Equinos. FATEC – Faculdade de Tecnologia de Botucatu, São Paulo, 2016.

McILWRAITH, W.C. Doenças das articulações, tendões, ligamentos e estruturas relacionadas. In: STASHAK, T.S. Claudicação em equinos segundo Adams. 5ed. São Paulo: Roca, 2006. p. 551- 597.

 

MIKAIL, S. C. Avaliação da terapia por laser arsenito de gálio em tendinite de cavalos Puro Sangue Inglês de corrida. 2008. 131 p. Dissertação (Mestre em Medicina Veterinária - Universidade de São Paulo: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, 2008.

ORTVED, K.F. Regenerative Medicine and Rehabilitation for Tendinous and Ligamentous Injuries in Sport Horses. Department of Clinical Studies, New Bolton Center, University of Pennsylvania, 382 West Street Road, Kennett Square, PA 19348, USA, 2018.

PINTO, J.M.F.L. Dissertação de Mestrado: Estudo da tendinopatia do tendão flexor digital superficial em equinos na modalidade de saltos de obstáculos: tratamento à base de plasma rico em plaquetas (PRP). Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias – Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa, 2015.

Redaelli V., Bergero D., Zucca E., Ferrucci F., Costa L. N., Crosta L. & Luzi F. Use of Thermography Techniques in Equines: Principles and Applications. Journal of Equine Veterinary Science. Vol. 34, pp.345–350, 2014.

SILVA, E.F.M. Técnicas de Anestesia Perineural no Diagnóstico de Claudicação Equina. FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas, São Paulo, 2009.

Teichmann, D., Brüser, C., Eilebrecht, B., Abbas, A., Blanik, N. & Leonhardt, S. Non-contact monitoring techniques - Principles and applications. Engineering in Medicine and Biology Society (EMBC), 2012 Annual International Conference of the IEEE. California. The American Academy of Thermology. (2013). Veterinary Guidelines for Infrared Thermography, 2012. Acesso em 20 de Março de 2019, disponível em: http://aathermology.org/organization/guidelines/veterinary-guidelines-for-infraredthermography.

 

Rua Potiguares, 265 - 2º Andar
Natalia (11) 99217-8701 | Murillo (11) 99349-7801
eqqualitycce@gmail.com
  • Cinza ícone do YouTube
  • Instagram Social Icon

© 2016 por Eqquality Clínica e Cirurgia de Equinos. Todos os direitos reservados. Orgulhosamente criado com Wix.com